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segunda-feira, 15 de maio de 2017

A guerra civil entre liberais e absolutistas



Tomando conhecimento do que se passava com a perseguição dos absolutistas aos liberais, o imperador Pedro I abdicou da coroa do Brasil para o filho Pedro II e viajou para Portugal para defender o direito ao trono português por parte de sua filha e lutar contra o seu irmão absolutista.

D. Pedro IV

D. Miguel

Em 1831, estabeleceu a ilha Terceira nos Açores como base de operações. D. Pedro partiria depois daí, para invadir o continente português a norte do Porto, na praia de Pampelido, no que ficou conhecido como Desembarque do Mindelo (8 de Julho de 1832).

Os liberais ocuparam a cidade do porto, abandonada pelos realistas (absolutistas). Depois a cidade foi cercada por estes.


Entre Julho de 1832 a Agosto de 1833 as tropas de D. Pedro estiveram sitiadas pelas forças realistas fiéis a D. Miguel. A resistência da cidade do Porto e das tropas de D. Pedro deram a vitória da causa liberal em Portugal.

Outras forças liberais libertaram o sul do país do poder absolutista e D. Pedro partiu para a capital, finalmente reconquistada pelas tropas liberais a 24 de Julho de 1833.


A guerra terminou quando os liberais derrotaram definitivamente os absolutistas e a paz foi assinada na Convenção de Évora-Monte, em 1834, o que determinou o regresso da rainha D. Maria II à coroa e o exílio de D. Miguel para a Alemanha.

Estava restaurada a monarquia constitucional ou monarquia liberal.


As conspirações absolutistas


Quem não estava de acordo com o regime liberal e pretendia restaurar a monarquias absoluta eram muitos dos membros da nobreza e do clero

Essas pessoas eram apoiadas pelo infante D. Miguel.

D. Miguel chefiou duas revoltas contra o liberalismo, acabando por ser derrotado e forçado a sair do país.

Com a morte de D. João VI, D. Pedro abdicou da coroa de Portugal a favor de sua filha, D. Maria da Glória – D. Maria II.

Para resolver os problemas entre liberais e absolutistas, D. Pedro acordou o casamento de D. Maria com D. Miguel, que poderia regressar ao país. Este governaria como regente, enquanto D. Maria não tivesse idade para governar, jurando cumprir as leis constitucionais.

D. Miguel jurou cumprir estas condições, mas depois não cumpriu com o que foi prometido e intitulou-se rei absoluto.

Iniciou-se um período de perseguição aos liberais.



A revolução de 1820


Os portugueses sentiam que D. João VI não cuidava do reino, que a metrópole se tornara numa colónia do Brasil, sob influência britânica , situação agravada ainda pelos recursos constantes para o Brasil e o permanente desequilíbrio orçamental.

Em 1818, um grupo de liberais do Porto formou uma associação secreta, o Sinédrio, que era liderada por Fernandes Tomás e tinha como objetivo preparar uma revolução.

Assim, às primeiras horas da manhã de 24 de agosto de 1820, o exército, sob a liderança dos coronéis Sepúlveda e Cabreira, revoltou-se no Campo de Santo Ovídio, no Porto. De imediato se efetuou uma reunião na Camara Municipal, formando-se uma Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, sob a presidência do brigadeiro-general António da Silveira.

De seguida a revolução espalhou-se rapidamente sem resistências para outros centros urbanos, estendeu-se a Lisboa e ao resto do país. Os ingleses foram afastados do governo e os revolucionários criaram um governo provisório que de imediato tomou medidas. As medidas tomadas foram a realização de eleições com o objetivo de escolher deputados ás cortes constituintes para elaborar uma constituição. As primeiras eleições realizadas em Portugal aconteceram em Dezembro de 1820.

Os revolucionários pretendiam o imediato retorno da corte do Brasil e a restauração da exclusividade de comércio com o Brasil.

As cortes reuniram-se solenemente em janeiro de 1821. Ainda nesse mesmo ano a corte retornou a Portugal, à exceção do príncipe D. Pedro, que permaneceu no Brasil na condição do Príncipe Regente.

No Brasil, descontente com as exigências das Cortes, o príncipe D. Pedro declarou a independência do Brasil e tornou-se o seu primeiro imperador.

A primeira constituição Portuguesa foi jurada a 23 de Setembro de 1822.



Os princípios fundamentais da Constituição de 1822 eram a liberdade e a igualdade dos cidadãos fosse qual fosse a sua origem social, acabando-se desta forma com os privilégios do Clero e da Nobreza. A Constituição consagrou a divisão do poder em três poderes – legislativo, executivo e judicial.

A conspiração de 1817

Após as invasões francesas, a situação económica em Portugal era de uma gravidade extrema.

Portugal ficou numa situação muito crítica, pois ele estivera envolvido em diversas guerras o que provocou um enorme desgaste nos vários setores da economia (comércio, agricultura e indústria). Portugal ficou mais pobre.

A família real encontrava-se no Brasil. O príncipe regente D. João quando chegou ao Brasil anunciou a abertura dos portos brasileiros ao comércio das nações (1808).

O rei D. João IV foi aclamado, no Rio de Janeiro, Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, não demonstrando vontade de voltar para Portugal.

Quem tinha o predomínio politico e militar em Portugal era o general William Beresford, também marechal-chefe do exército português. Os oficiais britânicos ocupavam os postos mais altos e os oficiais portugueses não encaravam bem a situação.

Em Lisboa formou-se o “Supremo Conselho Regenerador de Portugal e Algarve”, que integrava os oficiais do exército e maçons (elementos de uma sociedade secreta – a Maçonaria), com o objetivo de expulsar os britânicos do controlo militar de Portugal, assim promovendo a “salvação da independência” da pátria.

Em Maio de 1817,a sua repressão conduziu à prisão de muitos suspeitos, entre os quais, o general Gomes Freire de Andrade, acusado de ser o líder da conspiração contra a monarquia de D. João VI.

Beresford entregou toda a documentação que possui ao Marques de Borba, Governador presidente do conselho de regência por intermédio de D.Miguel Pereira Forjaz.

Em outubro de 1817, o tribunal considerou culpados de traição à pátria e sentenciou à morte, por enforcamento, doze acusados. A sua execução teve lugar no dia 18, no Campo de Santana (hoje Campo dos Mártires da Pátria).



O general Gomes Freire de Andrade foi executado na mesma data, no Forte de São Julião da Barra.